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O tratamento das varizes, tal como em qualquer outra doença, obedece a critérios muito rígidos, e que resultam da experiência clínica que se acumulou na especialidade.
Importa relembrar que as varizes são um problema crónico, ou seja, o tratamento visa controlar a evolução da doença, diminuindo assim o risco de ocorrência de complicações, e melhorando significativamente a qualidade de vida dos doentes desde as primeiras fases da doença.
Pensamos ainda assim, se a motivação for apenas estética, é legitima, uma vez que a saúde também é a melhoria da autoestima e o bem-estar psicológico dos doentes.
É em nossa opinião muito importante contrariar a ideia de que as varizes, nas suas fases iniciais, são apenas um problema estético. Isto é absolutamente errado. É nas suas fases iniciais, por vezes muito sintomáticas, que devem, desde logo, tratar.
Os tratamentos serão periódicos, ou seja, pelo menos uma vez por ano, cada doente, depois de tratada a fase inicial, deverá voltar ao consultório para vigilância e tratamentos de “manutenção”.
Em género de brincadeira, temos dito às nossas doentes que tratar varizes é como pintar cabelos brancos: algumas pessoas têm mais que outras, e o número de vezes que pintam dependem do n.º de cabelos brancos da facilidade e rapidez com que novos brancos aparecem. Assim também no tratamento de varizes, o número de sessões varia de acordo com o estado, o número de varizes e a facilidade com que voltam a aparecer novas varizes ou derrames.
Existem hoje vários métodos e recursos para o tratamento das varizes. Participam na escolha do método vários factores como: história clínica do doente, antecedentes pessoais, familiares e experiências com outros medicamentos, tipo de varizes (identificados em CEAP), intensidade das queixas, resultados dos exames complementares de diagnóstico e sintomas que o doente descreve. Dever-se-á também ter em consideração outros factores como a idade, a profissão, e nunca deixar de equacionar a expectativas que a doente traz para a consulta.

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